Milho termina a 4ª feira em leve alta na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (13) em leve alta de 0,75 ponto e 0,16%, cotado a US$ cents 480,75/bushel. O vencimento de setembro avançou 1,00 ponto e 0,21%, a US$ cents 487,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 2,02% e 1,99%, respectivamente.

Em dia sem grandes divulgações e pouca movimentação, os futuros do milho acabaram em campo positivo, com o mercado acompanhando de perto o progresso da semeadura do cereal no Corn Belt.

O boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que temperaturas próximas ou abaixo da média continuam predominando a leste do rio Mississippi, enquanto o calor avança sobre as áreas ocidentais de produção de milho e soja.

“O tempo seco está permitindo um ritmo acelerado de plantio das culturas de verão; até 10 de maio, 57% da área destinada ao milho nos Estados Unidos já haviam sido plantados”, aponta o USDA.

O órgão divulgou ontem seu primeiro levantamento para a safra 2026/27 dos EUA, apontando uma produção de 406,29 milhões de toneladas do cereal, o segundo maior volume da série histórica, atrás apenas do recorde de 432,34 milhões de toneladas colhido no ciclo 2025/26.

Os estoques de milho dos EUA devem cair para 49,71 milhões de toneladas ao término da nova temporada, contra 54,41 milhões de toneladas projetadas para o final da safra 2025/26.

O petróleo – que exerce influência direta sobre a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – acabou caindo mais de 1%, pressionado pelo avanço nas tratativas para encerrar o conflito no Oriente Médio.

No radar, a perspectiva de safras cheias na América do Sul. Ontem, o USDA elevou sua estimativa para a safra 2025/26 de milho do Brasil e da Argentina para 135,00 e 59,00 milhões de toneladas – aumentos de 3,00 e 7,00 milhões de toneladas, respectivamente, ante as projeções anteriores.

Amanhã (14), o USDA divulgará os registros de vendas para exportação referentes à semana encerrada em 7 de maio e o Drought Monitor, indicando os níveis de seca das lavouras norte-americanas.