O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (29) em expressiva queda de 13,50 pontos e 2,16%, cotado a US$ cents 610,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuou 15,50 pontos e 2,33%, a US$ cents 649,75/bushel.
Na parcial da semana, os futuros fecharam em baixa de 5,53% na CBOT e de 4,73% na KCBT. No recorte mensal, os vencimentos registraram perdas amplas de 4,12% na CBOT e 6,31% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela melhoria das condições climáticas nas lavouras das Planícies dos Estados Unidos.
Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as chuvas nas porções centrais da região estão oferecendo um alívio necessário da seca, apesar de chegarem tarde demais para os campos de trigo de inverno, que já registram perdas irreperáveis.
Segundo a análise da Universidade Estadual do Kansas, as precipitações nas áreas agrícolas do principal estado produtor de trigo dos Estados Unidos, também devem melhorar as perspectivas de colheita nas planícies do sul, onde também são cultivadas as variedades de inverno do grão.
Ademais, a queda dos preços do petróleo bruto nos mercados internacionais também exerce pressão sobre as comodities agrícolas norte-americanas, o que contribuiu para o cenário negativo.
No entanto, a demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano evitou maiores desvalorizações.
De acordo com o USDA, na última semana, foram registradas vendas de 1,058 milhão de toneladas de trigo para entrega na safra 2026/27, montante muito superior às 130 mil toneladas comercializadas na semana anterior. O volume também superou as expectativas do mercado de entre 100 mil t e 300 mil t.
Na próxima segunda-feira (1º), os agentes acompanharão a divulgação dos dados semanais de embarques norte-americanos, além da atualização das condições e dos estágios das lavouras dos EUA.