Às 9h25 (horário de Brasília) desta sexta-feira (22), o dólar comercial registrava leve alta de 0,16%, cotado a R$ 5,0060, mas com desvalorização na parcial da semana de 1,16%.

Na véspera (21), a moeda fechou em viés de baixa (-0,06%), cotado a R$ 4,9980.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – avançava 0,15%.

Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes, os investidores seguem atentos às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

Uma fonte iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que as divergências entre os países diminuíram. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou haver “alguns bons sinais” nas negociações. Apesar disso, seguem impasses relevantes, especialmente sobre o estoque de urânio iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.

O mercado tenta avaliar quando um eventual acordo poderá ser concluído, enquanto o fluxo de embarcações pela região permanece comprometido e os estoques globais de petróleo seguem pressionados.

No cenário internacional, os investidores também acompanham a posse do economista Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve (Fed). A cerimônia contará com a participação do presidente Donald Trump.

A chegada de Warsh ocorre em meio a um ambiente de inflação elevada nos EUA e críticas frequentes de Trump à condução da política monetária norte-americana. O principal temor dos agentes financeiros é uma possível interferência política nas decisões do Fed, instituição tradicionalmente independente.

No Brasil, as atenções se voltam para a divulgação da nova pesquisa eleitoral do Datafolha. O levantamento será o primeiro realizado integralmente após a repercussão do caso Dark Horse, que expôs ligações entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, investigado por fraude financeira.