dólar comercial fechou essa segunda-feira (18) em forte baixa de 1,36%, cotado a R$ 4,9960. Na mínima do dia, o câmbio alcançou R$ 4,9940; na máxima, foi a R$ 5,0420.

Neste pregão, o mercado promoveu um ajuste técnico após a forte valorização acumulada na semana passada, quando o câmbio avançou mais de 3%. Os investidores continuam acompanhando os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraude fiscal.

O mercado aguarda a nova pesquisa eleitoral do Datafolha, prevista para sexta-feira (22), que deve medir o impacto do caso sobre as intenções de voto.

Na agenda econômica, o Banco Central (BC) informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em março, após alta de 0,60% em fevereiro. Na comparação anual, o indicador avançou 3,1%, enquanto o acumulado em 12 meses passou a registrar alta de 1,8%.

O BC também divulgou nova edição do Boletim Focus, que trouxe revisões para cima das projeções de inflação e da taxa Selic para o fim de 2026.

Já o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), calculado pelo FGV Ibre, desacelerou para alta de 0,89% em maio, após avanço de 2,94% em abril.

No cenário internacional, os investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio e à dificuldade de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Mais cedo, o portal Axios informou que os EUA rejeitaram uma contraproposta iraniana para um cessar-fogo.

Segundo fontes ouvidas pelo veículo, a Casa Branca considerou que o texto enviado por Teerã não apresentou avanços suficientes para sustentar um acordo definitivo. A proposta havia sido encaminhada por meio do Paquistão, que atua como mediador nas negociações.

Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional, ampliando as preocupações dos agentes financeiros com pressões inflacionárias globais no médio prazo.