Milho avança mais de 3% em Chicago na manhã desta 2ª feira

Às 10h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (18), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava expressiva alta de 13,75 pontos e 3,02%, cotado a US$ cents 469,50/bushel; o de setembro avançava 13,00 pontos e 2,81%, a US$ cents 476,00/bushel.

Na sexta-feira (15), o contrato de julho caiu 2,51%, a US$ cents 455,75/bushel, encerrando a semana com desvalorização acumulada de 3,29%; o de setembro recuou 2,37%, a US$ cents 463,00/bushel, com perda acumulada de 3,09% na semana.

Nesta manhã, os preços do milho acompanhavam o otimismo do mercado de grãos, após a Casa Branca anunciar que a China comprará pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas a cada ano até 2028.

Embora o país asiático não seja um importador direto do milho norte-americano – como é da soja –, as tratativas com Pequim incluem também a retomada da importação de aves e a reabilitação de mais de 400 plantas frigoríficas para exportar ao mercado chinês, o que pode aumentar, de maneira indireta, a procura por milho.

Daqui a pouco, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará o relatório semanal de embarques; após o encerramento das negociações, sai o boletim com os estágios e condições atualizadas das lavouras norte-americanas.

Em seu boletim climático diário, o USDA relatou que pancadas de chuva e tempestades localmente severas estão se estendem para o sudoeste do Corn Belt a partir da região superior dos Grandes Lagos, reduzindo o ritmo dos trabalhos de campo.

“Na noite passada, tempestades geraram vários tornados no noroeste de Iowa e áreas vizinhas. Enquanto isso, chuvas intensas estão provocando enchentes repentinas no vale inferior do Missouri, especialmente no norte e centro do estado de Missouri”, afirma o USDA.

No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.