O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (14) em expressiva baixa de 17,50 pontos e 2,59%, cotado a US$ cents 658,00/bushel, porém com ganho na parcial da semana de 6,30%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão despencou 19,50 pontos e 2,69%, a US$ cents 705,25/bushel – mas com valorização semanal de 4,37%.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a disparada de mais de 7% na terça-feira (12), quanto os futuros atingiram seus limites de alta.

A falta de detalhes acerca de novas negociações de commodities agrícolas na cúpula entre os líderes de Estados Unidos e China também exerceu pressão sobre as cotações. O presidente Donald Trump segue em missão oficial em Pequim até amanhã (15).

Maiores perdas, no entanto, foram evitadas pelas condições climáticas adversas nas regiões produtoras de trigo nos EUA bem como pela demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano.

Segundo o Drought Monitor, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), tanto o trigo de primavera (20% de área sob seca) quanto o trigo de inverno (71%) registraram aumento da seca sobre as lavouras.

Essas condições tem contribuído para um aumento do risco de incêndios florestais nas Planícies norte-americanas, alertou hoje o USDA.

Quanto às exportações, segundo o USDA, o país norte-americano registrou vendas líquidas de 133 mil toneladas de trigo para entrega na safra 2025/26 na semana encerrada em 7 de maio. O desempenho ficou dentro das projeções do mercado, de 50 a 150 mil toneladas.

No mercado internacional, a primeira projeção da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) para a safra 2026/27 de trigo da Argentina é de 21,3 milhões de toneladas. O volume, caso confirmado, representaria um recuo de 23,4% frente a colheita da atual temporada.