A Índia deve produzir 6,14 milhões de sacas de 60 quilos de café na safra 2026/27, segundo relatório divulgado pelo adido agrícola em Nova Déli do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Do volume total projetado, 4,58 milhões de sacas correspondem à variedade robusta e 1,56 milhão de sacas ao arábica. Para a temporada 2025/26, o USDA manteve a estimativa de produção em cerca de 6,4 milhões de sacas, sendo 4,7 milhões de robusta e 1,73 milhão de arábica.
Segundo o relatório, a produção de arábica deve ser impactada pelas chuvas de monção abaixo da média e pelas temperaturas elevadas observadas ao longo do ciclo. “A produção de arábica deve recuar devido às chuvas de monção abaixo da média e às temperaturas excepcionalmente elevadas, fatores que podem prejudicar a florada e o pegamento dos frutos”, destacou o USDA.
Por outro lado, a produção de robusta tende a permanecer mais resiliente às adversidades climáticas, mantendo participação superior a 75% da produção total do país.
Em relação à área cultivada, o USDA projeta que a Índia terá 475 mil hectares plantados com café em 2026/27, dos quais 429 mil hectares devem ser efetivamente colhidos. A área produtiva de arábica deve recuar 2%, para 207 mil hectares, enquanto a de robusta deve cair 1%, para 222 mil hectares.
O relatório aponta que o excesso de chuvas seguido por um período prolongado de estiagem pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, afetando florada e pegamento dos frutos.
O USDA projeta o consumo indiano de café em 1,58 milhão de sacas na safra 2026/27, impulsionado principalmente pelo avanço do café solúvel. Segundo o documento, o consumo residencial de café solúvel deve representar cerca de 73% do mercado doméstico no próximo ano.
No comércio exterior, as exportações indianas de café devem alcançar 6,22 milhões de sacas em 2026/27, avanço de 3% frente ao ciclo anterior. A Itália segue como principal destino, seguida por Alemanha, Rússia, Bélgica e Emirados Árabes Unidos.
Já as importações devem atingir 1,39 milhão de sacas, alta de 4% na comparação anual. Segundo o USDA, o avanço das compras externas reflete a limitação do uso de café doméstico nas reexportações de café solúvel, uma vez que os grãos produzidos localmente seguem negociados com prêmio no mercado interno.