As discussões em torno da nova Lei do Bioma Pantanal, que está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, preocupam a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato).

Segundo as entidades, da forma como os debates relativos ao desenvolvimento sustentável do bioma estão ocorrendo, as discussões colocam em risco a área pantaneira.
De acordo com a gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucelia Avi, a entidade apoia toda forma de discussão e quer contribuir com a aprovação de uma lei adequada ao Bioma Pantanal, entretanto é preciso equacionar esse processo valorizando os pantaneiros e as atividades agropecuárias que por muitos anos são realizadas no pantanal mato-grossense.
Já a maior preocupação do presidente da Famasul, Mauricio Saito, é que o projeto seja legislado por pessoas que não têm conhecimento de causa. “A nossa grande preocupação é que pessoas que não tenham conhecimento comecem a querer legislar sem saber exatamente qual é a realidade do Bioma Pantanal. A nossa contribuição, enquanto Federação,está muito baseada naquilo que os próprios pantaneiros nos apresentam”, diz o dirigente.
“Temos que apresentar argumentos técnicos, já que tecnicamente temos como provar que no pantanal a produção é sustentável. O pantanal é um só e o objetivo dos pantaneiros também acredito que seja um só. Não podemos deixar que quem está de fora decida pelo pantanal, quem está dentro é que tem que decidir.”