O Ministério da Agricultura apresentou na última semana, durante a Comissão Sul-americana para Luta contra Febre Aftosa (Cosalfa), o plano de retirada da imunização com objetivo de chegar até 2022 com o status de país livre de aftosa sem vacinação.

O plano, que deve ser implementado a partir de maio de 2018, separa o país em cinco blocos, começando a retirada pelos estados de Rondônia e Acre. Segundo o ministério, há menos risco de incidência da doença nestas duas regiões. Por lá, a meta é retirar a vacinação até 2019 e obter o reconhecimento internacional em 2021.
No segundo bloco estão Amazonas, Pará, Amapá e Roraima e, no terceiro bloco, a região nordeste. Ambos, segundo o cronograma do ministério, devem retirar a imunização até 2020 e obter o reconhecimento em 2022.
Já o quarto e o quinto bloco, onde estão o Centro-oeste, Sudeste, Bahia, Sergipe, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, devem retirar a vacina até 2021 e obter o reconhecimento em 2023.
De acordo com o Ministério da Agricultura esse é um cronograma preliminar. Além disso, o país só poder dar início ao plano quando organizações internacionais reconhecerem Roraima, Amapá e Amazonas como livre da doença com vacinação, que são os três estados que ainda não tiveram essa certificação.