As exportações do agronegócio pelo Egito somam, por ano, US$ 4,9 bilhões e chegam a 130 mercados. No entanto, o país quer dobrar esses números em um prazo que vai de cinco a oito anos. A afirmação é Abdel Hamid Demerdash, presidente do Conselho de Exportação Agrícola da nação árabe (AEC, na sigla em inglês), em entrevista à ANBA.
Um dos objetivos dos egípcios, é buscar cooperação técnica com o Brasil para aumentar a produtividade agrícola. “Um dos temas mais importantes que discutimos foi como trocar informações e tecnologias na área agrícola entre os dois países, por exemplo, entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a nossa ‘Embrapa’ (instituto de pesquisa) local”, disse Demerdash.
De acordo com ele, os egípcios querem, por exemplo, informações sobre novas variedades de cana-de-açúcar para ampliar a produtividade das lavouras existentes no Alto Egito, região Sul do país onde há usinas de açúcar, além do fornecimento de máquinas para plantio e colheita. Querem também desenvolver a produção de outros produtos da cana, como etanol e fertilizantes a partir do bagaço.
Como a agricultura do Egito é realizada majoritariamente em pequenas propriedades, Demerdash destacou que há interesse em trocar informações com o Brasil nas áreas de agricultura familiar e cooperativismo. “São propriedades muito pequenas, no máximo de meio hectare”, disse. “Temos cooperativas, mas gostaríamos de conhecer o exemplo do Brasil”, acrescentou.