Um estudo elaborado pela Federação das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) em parceria com a Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS) constatou que o custo de produção de trigo pode recuar entre 8,98% a 18,7% nas lavouras do Estado.

O objetivo da pesquisa é estimular a diversificação do cultivo, isso porque, a produção no Estado tem sido elevada, com mais de um milhão de toneladas, o que reduz o preço do trigo, causando prejuízos a todos os produtores do cereal.
Após os primeiros resultados, o próximo passo é já implementar na prática as técnicas que podem amenizar os gastos. “Vamos buscar a participação de agentes do mercado, sempre olhando a rentabilidade do produtor e a liquidez do produto colhido”, explica Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS.
Pires afirma que os dois eixos básicos da proposta são a assistência técnica para a manutenção de altas produtividades e a racionalização de despesas focada em mercados que tenham liquidez e aporte para o volume de produção que o Rio Grande do Sul produz.
Ele também destaca que a iniciativa vai permitir o uso de tecnologias, mesmo com a limitação de recursos. “Podemos sim fazer uma agricultura com uso mais racional de insumos e isso não significa redução do uso de tecnologia. Podemos usar menos insumos e manter a alta tecnologia e através do conhecimento técnico”, finaliza.