As exportações brasileiras de café em 2016 registraram queda tanto em volume quanto em receita cambial na comparação com 2015, aponta relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo a entidade, foram exportadas no total do ano civil 34.005.893 sacas, decréscimo de 8,1% em comparação com o ano de 2015 (37.018.983 sacas). A receita cambial fechada do ano passado foi de US$ 5,4 bilhões e o preço médio por saca US$ 158,68, quedas de 12,3% e de 4,5% em relação ao ano anterior.
De acordo com o Cecafé, considerando todas as exportações do agronegócio brasileiro em 2016, o café teve uma participação de 6,4% no segmento. “O segundo trimestre de 2016 foi o mais desafiador, devido ao período de entressafra e às reduções nos estoques. Porém apresentamos grande recuperação no quarto trimestre”, diz o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, que acrescenta: “o conilon (robusta) foi o mais impactado em 2016 devido às condições climáticas adversas. Já o arábica compensou o cenário negativo, com recorde”.
No total de 2016, segundo a entidade, os cafés verdes somaram 30.148.595 sacas (29.568.282 sacas de arábica e 580.313 de robusta). Já os cafés industrializados tiveram aumento de 7,8% em comparação com o total exportado em 2015, com 3.857.298 de sacas embarcadas em 2016. No acumulado do ano civil de 2016, os Estados Unidos foram o país que mais recebeu café exportado do Brasil, seguido de perto pela Alemanha. Destaque ainda para Itália, Japão e Bélgica.