A população, sobretudo nos grandes centros urbanos, ainda desconhece a origem dos alimentos que consome, como são produzidos e a influência que exercem na economia. A avaliação é de Douglas Guelfi, professor doutor do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA).
O diagnóstico de Guelfi fica evidenciado, por exemplo, em recente levantamento realizado pelo Ibope Conecta. A pesquisa revelou que somente 23% da população reconhece o impacto da Ciência na agricultura.

“A falta de consciência dessa relevância é a razão pela qual criamos, por exemplo, iniciativa para mostrar a importância e os benefícios dos fertilizantes na manutenção da produtividade e qualidade dos produtos agrícolas brasileiros”, diz Guelfi, que apoia o esforço Nutrientes para a Vida, capitaneado pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).
Segundo o professor, a Ciência oferece o suporte necessário para a utilização correta dos fertilizantes, garantindo sua máxima eficiência. Assim, quando bem aplicado, o adubo gera incrementos substanciais na produção agrícola por unidade de área, e com isso, as plantas aproveitam melhor os nutrientes, favorecendo o solo e os recursos hídricos, com mínimo impacto ambiental, gerando lucros ao agricultor.
Todavia, de acordo com Guelfi, o principal ganho do crescimento agrícola é a melhoria do padrão de consumo da população em geral. O professor explica que foi justamente o avanço tecnológico da agricultura, proporcionado pela pesquisa, que acarretou em ganhos de produtividade.
E, segundo Guelfi, foi esta evolução um dos principais fatores que contribuiu para a redução na escassez de alimentos no Brasil e que garantiram ao País uma das cestas básicas mais baratas do mundo. Atualmente, o custo da cesta básica equivale a 1/3 do seu valor em 1975.