O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá implementar, nesta quarta-feira (1º), um novo sistema de rastreabilidade animal e fiscalização para controle do uso de antimicrobianos na produção pecuária.
As novas medidas visam atender às exigências da União Europeia (UE) para liberar novamente a importação das proteínas brasileiras, principalmente a carne bovina.
O bloco europeu havia declarado em 2019 sua intenção de proibir o uso de antimicrobianos em animais. Já em 2023, houve a formalização da decisão que determinou o prazo de três de setembro de 2026 para que os países exportadores de carne readequassem sua produção.
Em virtude da variabilidade dos sistemas de produção de bovinos no Brasil, que podem durar de 24 a 36 meses em ciclos produtivos longos, pecuaristas e entidades do setor demonstram preocupação devido à extensão da lista de novas adequações que serão necessárias.
A expectativa é de que produções de ciclo curto, como de aves e suínos, se adaptem de forma mais rápida ao novo sistema de rastreabilidade.
Para além de antibióticos, as proibições da UE também se estendem sobre os ionóforos, utilizados na dieta dos rebanhos para ganho de absorção de nutrientes.