Às 9h20 (horário de Brasília) desta segunda-feira (29), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de alta (-0,04%), cotado a R$ 5,1640. No último pregão (26), o câmbio caiu 0,19%, a R$ 5,1660, mas encerrou a semana com ganho acumulado de 0,02%.

O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,11%.

Nesta manhã, o mercado repercute novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Após o Irã e os Estados Unidos trocarem ataques na última sexta-feira, acusando um ao outro de violar o cessar-fogo, os dois países concordaram, na tarde desde domingo (28), em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz.

Mais cedo, o Banco Central (BC) divulgou uma nova edição do Boletim Focus, com dados coletados até a última sexta-feira.

A mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 se manteve em 5,33% – encerrando o ciclo de 15 semanas consecutivas de aumento. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nete ano foi ajustada para cima, passando de 1,98% para 1,99%, enquanto a expectativa para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 14,00% ao ano.

Nos Estados Unidos, a agenda econômica se encontra esvaziada hoje.

No radar, estão os novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os documentos devem sair quinta-feira (2) e terça-feira (30), respectivamente.

Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países.