Às 9h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (3), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve alta de 0,50 ponto e 0,11%, cotado a US$ cents 441,00/bushel; o de setembro subia 1,00 ponto e 0,22%, a US$ cents 449,00/bushel. Na parcial da semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 1,48% e 1,29%, respectivamente.
Ontem (2), o vencimento de julho caiu 0,79%, cotado a US$ cents 440,50/bushel, e o de setembro cedeu 1,05%, a US$ cents 448,00/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram sustentados pela alta de mais de 2% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. As cotações do combustível fóssil já haviam avançado na véspera diante da deterioração do quadro geopolítico no Oriente Médio.
Mais tarde a Administração de Informação de Energia (EIA) divulga seus dados semanais atualizados com a produção e os estoques de etanol nos Estados Unidos, importantes indicadores da demanda interna por milho.
Também dava suporte aos preços a demanda internacional aquecida. Há pouco, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relatou uma venda individual de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
No entanto, maiores ganhos eram limitados pelo bom ritmo de plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, que entra em sua fase derradeira. De acordo com o USDA, cerca de dois terços das áreas implementadas apresentam condições boas/excelentes, amostra semelhante à observada em igual período da temporada passada.
Quanto à previsão do tempo, o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu mais cedo alertas de tempestades severas para o nordeste do Nebraska e condados de Iowa entre esta noite e a manhã de quinta-feira (4). “Ventos fortes são as principais ameaças, com possibilidade de queda de granizo grande e risco passageiro de tornado na sexta-feira (5)”, disse a agência.
No radar, o início da colheita da safra de inverno no Brasil, que deve alcançar 112 milhões de toneladas neste ciclo 2025/26, de acordo com a DATAGRO Grãos – a segunda safra responde por cerca de 80% da oferta brasileira do cereal.
Ainda na América do Sul, a colheita da safra argentina 2025/26 de milho perdeu força nas últimas semanas, com produtores concentrando os esforços nas lavouras de soja e aguardando uma redução de umidade nas áreas de milho.