A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Bioenergia Brasil emitiram, nesta terça-feira (2), um comunicado sobre o questionamento apresentado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a respeito do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro,
Em nota, as entidades ressaltaram que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não constitui uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos.
O posicionamento acontece após o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmar que políticas brasileiras relacionadas ao comércio eletrônico, meios de pagamento digitais, tarifas preferenciais, desmatamento e mercado de etanol estariam criando barreiras ao comércio norte-americano.
“O etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, combinando baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de um combustível alinhado às principais agendas globais de transição energética, segurança energética e desenvolvimento sustentável”, afirmaram as entidades em nota.
“Cabe ainda ressaltar que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais do Brasil”, acrescentaram.