Milho finaliza a 3ª feira em queda moderada na B3

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (2) em baixa moderada de 0,94%, cotado a R$ 64,56/saca. O vencimento de setembro recuou 1,17%, a R$ 66,96/sc.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar descia 0,18% a R$ 5,01.

Ademais, a baixa dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também exerceu pressão sobre os vencimentos do milho.

No campo, o início da colheita da segunda safra do grão, em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil, também contribuiu para o viés negativo sobre os futuros do cereal.

De acordo com órgãos estaduais, como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral), já relatam um progresso inicial dos trabalhos no Mato Grosso e no Paraná.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.