Às 10h15 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade, cotado a US$ 327,00 por saca de 60 kg. Já o vencimento de setembro cedia 0,52%, a US$ 308,60/sc.

Já na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os ativos equivalentes apresentavam viés de alta (+0,06% e +0,08%), cotados a US$ 260,75/sc e US$ 254,40/sc, respectivamente.

Nesta manhã, os agentes do mercado repercutem aos novos dados de projeção de safra 2026/27 do Departamento de Agricultura dos Estados (USDA) para o Brasil.

Segundo o documento, é esperado recuperação da oferta brasileira de café em 2026/27, com produção estimada em 71,90 milhões de sacas, alta de 14,1% frente à safra anterior, impulsionada principalmente pelo Arábica. A maior disponibilidade interna deve elevar as exportações totais para 49,07 milhões de sacas, enquanto o consumo doméstico permanece relativamente estável e os estoques finais sobem para 4,43 milhões de sacas.

Quanto ao clima, os investidores avaliam os efeitos causados pelas chuvas com granizo que atingiram áreas produtoras do Sul de Minas no início da colheita, provocando derrubada de frutos e danos a lotes em secagem, sobretudo em Boa Esperança, Campos Gerais e Campo do Meio, com risco de impacto sobre o volume e a qualidade da produção regional.