Às 9h45 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava perdas de 4,50 pontos e 0,74%, cotado a US$ cents 604,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 9,00 pontos e 1,39%, a US$ cents 638,00/bushel.
Na véspera (1º), os vencimentos do cereal caíram 0,29% na CBOT e 0,42% na KCBT, cotados a 608,75/bushel e 647,00/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, o mercado repercutia os novos dados de acompanhamento de safra divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o órgão, 87% das lavouras de trigo de inverno já atingiram a fase de espigamento, avanço semanal de nove pontos percentuais. No mesmo período do ano passado, o índice era de 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 79%.
Apesar do avanço no desenvolvimento das lavouras, apenas 26% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, percentual estável em relação à semana anterior, mas muito inferior aos 52% observados no mesmo período da safra passada.
A colheita do trigo de inverno também começou a ganhar ritmo, atingindo 5% da área cultivada, acima dos 3% registrados no mesmo período do ano passado.
No caso do trigo de primavera, o plantio alcançou 94% da área prevista, acima da média histórica de 89% e em linha com o registrado há um ano. Além disso, 72% das lavouras já emergiram, superando a média quinquenal de 67%.
No campo climático, os investidores acompanham as chuvas registradas no Kansas, principal estado produtor de trigo dos EUA. Segundo a ferramenta meteorológica Kansas Mesonet, vinculada à Kansas State University, os acumulados chegaram a 0,7 polegada no sudoeste do estado e a quase 1,4 polegada em áreas do centro-oeste.
No cenário internacional, a associação de comerciantes de grãos da Ucrânia elevou sua projeção para a produção de grãos e oleaginosas em 2026 para 83,6 milhões de toneladas, ante 80 milhões de toneladas estimadas para 2025. O potencial exportável foi projetado em 50,8 milhões de toneladas.
Já na Austrália, as chuvas registradas nas últimas semanas favoreceram o avanço da semeadura tardia de trigo em áreas anteriormente afetadas pela seca. No entanto, produtores seguem atentos à possibilidade de um padrão climático associado ao El Niño nos próximos meses, o que pode limitar o potencial produtivo da próxima safra.