Às 9h04 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,28%, a R$ 5,0060.
Na véspera (1º), o câmbio cedeu 0,38%, cotado a R$ 5,0200.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,10%.
Nesta manhã, os investidores repercutiam a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil. O órgão propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, alegando que determinadas políticas do governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e estariam restringindo o comércio norte-americano.
A medida, contudo, conta com uma ampla lista de exceções. Permaneceriam isentos diversos produtos agrícolas, como café, chá, frutas, cereais e sementes, além de aeronaves, componentes aeronáuticos, fertilizantes, produtos farmacêuticos e químicos orgânicos. O prazo para eventual adoção das medidas expira em 15 de julho.
Até o momento, o governo brasileiro não divulgou posicionamento oficial sobre o relatório.
No campo dos indicadores econômicos, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) avançou 0,45% em maio, após alta de 0,40% em abril. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,65%, enquanto o acumulado do ano chegou a 1,92%.
No cenário internacional, o mercado segue atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Em mais um capítulo de mensagens divergentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã continuam em andamento. Por outro lado, autoridades iranianas disseram que as conversas indiretas com Washington foram suspensas.
Mesmo diante das incertezas geopolíticas, os preços do petróleo registravam perdas nesta manhã, embora continuem em níveis significativamente superiores aos observados antes do início do conflito.
Por fim, os investidores aguardam a divulgação do relatório JOLTS, que mostrará a abertura de vagas de trabalho nos EUA em abril e poderá oferecer novos sinais sobre a trajetória da economia norte-americana e da política monetária do Federal Reserve (Fed).