A São Martinho, em parceria com Rumo, Necta e Transvale, anuncia o projeto logístico Rota Verde, que vai integrar transporte rodoviário – movido a gás natural e biometano – e ferroviário para o transporte de açúcar da Unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP).

Em um primeiro momento, declara a empresa em nota, a iniciativa prevê a utilização de veículos 100% movidos a gás natural, até a transição para uso integral de biometano em toda a frota responsável pelo transporte de açúcar da unidade. Os caminhões, equipados com tecnologia Scania G460 Gás, promoverão uma operação mais limpa e eficiente. Além disso, a operação contará com a conexão ferroviária já existente entre o terminal de transbordo da RUMO, localizado em Itirapina/SP, e o Porto de Santos, assegurando maior integração logística.

O diferencial do projeto é a possibilidade de utilização do excedente produzido pela planta de biometano da São Martinho, em Américo Brasiliense (SP). “A Rota Verde marca um avanço significativo na integração entre eficiência logística e responsabilidade ambiental. Com essa iniciativa, conectamos inovação e sustentabilidade, reduzindo emissões e aproveitando recursos renováveis como o biometano”, afirma Helder Gosling, Diretor Comercial e de Logística da São Martinho.

A operação deve transportar cerca de 350 mil toneladas de açúcar por ano, garantindo maior eficiência e redução de custos. Com essas medidas, o projeto proporcionará uma redução de até 87% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação aos veículos convencionais movidos a diesel, segundo estudo da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

O projeto, que teve seu início no mês passado, será operado pela Transvale, que disponibilizará veículos e motoristas 24 horas por dia, 26 dias por mês, durante 10 meses por ano, até março de 2030. “O investimento inicial da transportadora é estimado em R$ 15 milhões, com 10 conjuntos rodotrem caçamba de 47 toneladas”, informa Ivo Ilário Riedi Filho, CEO da Transvale. Com essa proposta, a expectativa é de um aumento de até 20% no índice de produtividade da operação da São Martinho, reduzindo o tempo médio e os custos de transporte.

Para Altamir Perottoni Junior, Vice-Presidente Comercial da Rumo, a iniciativa é fundamental por unir diferentes elos da cadeia em um projeto que contribui para a descarbonização, reforçando a importância da complementariedade entre o modal ferroviário, que por essência já tem menor pegada de carbono, e o modal rodoviário sustentável, que promove a substituição do diesel pelo biometano.

Mais do que um projeto logístico, o Rota Verde consolida a liderança da São Martinho em soluções sustentáveis para o setor sucroenergético. A iniciativa está alinhada às ambições ESG da companhia e às metas globais de descarbonização, promovendo práticas inovadoras que impulsionam uma economia de baixo impacto ambiental. Esse movimento representa um passo estratégico na transição energética, contribuindo para um futuro mais limpo, eficiente e competitivo para toda a cadeia produtiva.