Às 9h04 (horário de Brasília) desta segunda-feira (1º), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,10%, a R$ 5,0340.

Na última sessão (1º), o câmbio subiu R$ 5,0390, com valorização acumulada de 0,28% na semana e de 1,72% no mês de maio.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – apresentava alta de 0,11%.

Nesta manhã, os investidores repercutem a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC). O destaque ficou para a elevação da projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, que passou de 5,04% para 5,09%.

Ainda na agenda doméstica, o mercado aguarda a divulgação do PMI Industrial de maio, elaborado pela S&P Global, indicador que mede o ritmo da atividade manufatureira brasileira.

Em Brasília, seguem as repercussões da decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à CBN que pretende discutir o tema essa semana com autoridades norte-americanas, especialmente em relação aos possíveis impactos sobre instituições financeiras e o sistema Pix.

No cenário internacional, os investidores acompanham a deterioração das perspectivas de um acordo de paz no Oriente Médio. Relatos de novos confrontos no Golfo Pérsico aumentaram as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

Segundo informações da imprensa internacional, forças norte-americanas teriam realizado ataques contra alvos iranianos durante o fim de semana, enquanto o Irã respondeu militarmente e sistemas de defesa do Kuweit interceptaram mísseis e drones na região.

Embora negociadores de Washington e Teerã continuem discutindo uma possível ampliação do cessar-fogo, o presidente Donald Trump evitou comentar diretamente o andamento das negociações. Já o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no sábado (30) que o país está preparado para retomar ataques contra o Irã caso não haja um acordo.

Diante desse cenário, os preços do petróleo voltaram a subir. O Brent se aproximava dos US$ 100 por barril na ICE, enquanto o WTI era negociado acima dos US$ 90 por barril na Nymex.