O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (29) em moderada baixa de 0,73%, aos 173.787,49 pontos, com perda acumulada de 1,37% na semana e de 7,22% no mês. Na máxima do dia, o principal indicador da Bolsa Brasileira (B3) chegou aos 175.064,44 pontos; na mínima, o índice desceu aos 172.686,36 pontos.
De maior peso na composição da B3, as ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram 1,36%, 1,70% e 1,20%, nesta ordem.
A maioria dos grandes bancos terminaram o dia com perdas: o Santander (SANB11) caiu 0,22%; o Bradesco (BBDC4) cedeu 1,12%, e o Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizou 1,50%. Somente o Itaú (ITUB4) avançou 0,10%.
Em Wall Street, os principais indicadores acionários fecharam em alta. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) encerrou com ganhos de 0,72%, aos 51.032,46 pontos; o S&P 500 avançou 0,22%, aos 7.580,06 pontos, e o Nasdaq se valorizou 0,20%, aos 26.972,62 pontos.
Neste pregão, os investidores repercutiram a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do primeiro trimestre de 2026. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia cresceu 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal.
Na avaliação do mercado, o desempenho mais forte da atividade econômica reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil, reduzindo as apostas em uma flexibilização monetária mais rápida.
No cenário político, os agentes acompanharam a repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Durante agenda em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o combate ao crime organizado será conduzido pelas instituições brasileiras e que o país não aceitará interferências externas. Posteriormente, o Palácio do Planalto divulgou nota reforçando o compromisso do governo no enfrentamento às facções criminosas.
No exterior, o foco permaneceu nas negociações entre EUA e Irã para ampliar o cessar-fogo e normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump afirmou que discutiria ainda nesta sexta-feira com seu gabinete uma proposta de extensão da trégua. Segundo o republicano, um eventual acordo deveria incluir compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano, à reabertura do estreito e à remoção de minas marítimas na região.
Por outro lado, o governo iraniano voltou a minimizar os avanços diplomáticos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmail Baqai, afirmou que atualmente não há negociações sobre o programa nuclear iraniano e que o foco de Teerã permanece no encerramento do conflito.
As divergências entre as partes continuam gerando incertezas sobre a consolidação da paz na região e a normalização do fluxo comercial pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo e gás natural.
Na próxima segunda-feira (1º), os investidores acompanharão a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central (BC) do Brasil e dos índices PMI industriais do Brasil e dos Estados Unidos, publicados pela S&P Global.