O dólar comercial fechou essa quinta-feira (28) em moderada baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,0300, mas com valorização acumulada de 0,10% na parcial da semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0230; na máxima, subiu para R$ 5,0740.
Neste pregão, os investidores repercutiram uma série de indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos.
No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 2,63% em abril, após alta de 2,28% em março.
O indicador acumula alta de 5,12% no ano — o terceiro maior resultado para um mês de abril desde o início da série histórica, em 2014 — e avanço de 1,07% em 12 meses.
O IBGE também reportou que a taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, alta de 0,4 ponto percentual frente ao trimestre anterior, mas queda de 0,8 ponto percentual na comparação anual.
Ainda no mercado de trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil abriu 85.888 vagas formais em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado foi o menor para o mês desde 2020 e ficou abaixo das expectativas do mercado.
Já o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,84% em maio, após alta de 2,73% em abril.
Nos EUA, o Departamento de Comércio informou que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) subiu 0,4% em abril, enquanto a inflação acumulada em 12 meses atingiu 3,8%, ainda acima da meta de 2% do Federal Reserve.
O DOC também reportou crescimento anualizado de 1,6% do PIB norte-americano no primeiro trimestre de 2026, abaixo da expectativa de 2,0%.
Já o Departamento do Trabalho registrou 215 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 23 de maio, acima das projeções do mercado.
No cenário geopolítico, os mercados acompanharam notícias sobre possível ampliação do cessar-fogo entre EUA e Irã.
Segundo informações divulgadas pela Reuters e pelo Axios, os dois países teriam chegado a um memorando de entendimento para estender a trégua por mais 60 dias, restando apenas a aprovação final do presidente Donald Trump.