O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (28) em leve alta de 0,47%, cotado a R$ 65,91/saca. O vencimento de setembro avançou 0,64%, a R$ 68,74/sc.

Porém, na semana, os futuros acumulam perdas de 1,92% e 1,72%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela alta dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

No entanto, a desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, limitou maiores ganhos. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,61% a R$ 5,02.

As cotações também receberam pressão pelo início da colheita da segunda safra do grão em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil.

Órgãos locais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início na última semana no Mato Grosso e no Paraná, ainda de forma incipiente.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.