Milho termina a 4ª feira em forte queda na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (27) em forte baixa de 5,00 pontos e 1,09%, cotado a US$ cents 452,50/bushel; o vencimento de setembro caiu 4,50 pontos e 0,97%, a US$ cents 459,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas de 2,32% e 2,13%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela queda de mais 5% do petróleo no mercado internacional, com o mercado avaliando positivamente as negociações entre os Estados Unidos e o Irã por um cessar-fogo no Oriente Médio e também pelo acelerado ritmo de plantio da safra 2026/27 no Corn Belt.

Levantamento realizado até domingo (24) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que a semeadura alcançou 86% da área estimada, ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média dos últimos cinco anos (83%). Ademais, 60% da área já atingiu a fase de emergência, ante 65% na temporada anterior e 58% na média plurianual.

O boletim climático diário do USDA indica que pancadas de chuvas persistem do centro e sul de Illinois até Ohio, provocando atrasos pontuais na finalização dos trabalhos de plantio. A umidade da camada superficial do solo está 47% acima do normal em Ohio e 24% superior em Indiana e Missouri.

“Em contraste, produtores de Michigan, Dakota do Norte e Wisconsin conseguiram plantar entre 20% e 28% de suas áreas de milho e soja durante a semana encerrada em 24 de maio”, aponta o USDA.

O mercado seguiu repercutindo também as inspeções de milho para exportação, que somaram 1,582 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, dentro das projeções dos analistas, que iam de 1,100 a 1,700 milhão de toneladas. O volume é 13,0% superior ao registrado na semana anterior e 11,5% acima do embarcado em igual período do ano passado.

No radar, a perspectiva de ampla oferta na América do Sul, com o Brasil devendo dar início em breve à colheita da safra de inverno. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade nas últimas semanas em virtude da priorização da soja, mas a expectativa é de uma safra recorde, que deve alcançar no mínimo 64 milhões de toneladas, conforme apontam entidades agrícolas locais.