O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (26) em baixa moderada de 0,65%, cotado a R$ 66,15/saca. O vencimento de setembro recuou 0,79%, a R$ 68,95/sc.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela queda dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.
O início da colheita da segunda safra do grão também exerceu pressão sobre as cotações. Órgãos estaduais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início na última semana no Mato Grosso e no Paraná.
A DATAGRO Grãos reduziu sua projeção para a colheita da segunda safra de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.
Quanto à demanda internacional, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou ontem (25) que o Brasil embarcou 67,0 mil toneladas de milho na semana encerrada em 22 de maio. O volume é superior as 34,4 mil toneladas embarcadas na semana anterior.
No entanto, maiores perdas foram limitadas pela valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação.