CBOT: milho recua quase 1% na volta do feriado

Às 9h45 (horário de Brasília) desta terça-feira (26), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada baixa de 4,50 pontos e 0,97%, cotado a US$ cents 458,75/bushel; o de setembro caía 3,75 pontos e 0,80%, a US$ cents 466,00/bushel.

Na sexta-feira (22), o contrato de julho avançou 0,22%, a US$ cents 463,25/bushel, encerrando a semana com valorização de 1,65%. O vencimento de setembro subiu 0,27%, a US$ cents 469,75/bushel – com ganho acumulado de 1,46% na semana. Ontem (25), as negociações estiveram suspensas em virtude do Memorial Day, feriado em homenagem aos soldados norte-americanos que morreram em combate.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo acelerado ritmo de plantio da safra 2026/27 e pela perspectiva de boas condições climáticas no Corn Belt para o desenvolvimento das áreas já implementadas.

Após o encerramento das negociações, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o boletim semanal atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas. Mais cedo, sai o relatório semanal de embarques.

Também pressionava os preços do milho o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o índice DXY subindo 0,15%. O petróleo WTI recuava quase 4% na Bolsa de Mercadorias de Nova York, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, a perspectiva de ampla oferta na América do Sul, com o Brasil devendo dar início em breve à colheita da safra de inverno. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade nas últimas semanas em virtude da priorização da soja, mas a expectativa é de uma safra recorde, que deve alcançar no mínimo 64 milhões de toneladas, conforme apontam entidades agrícolas locais.