A produção de café do Peru no ano comercial 2026/27 deverá alcançar 4,78 milhões de sacas de 60 quilos, volume praticamente estável em relação às 4,76 milhões de sacas estimadas para a safra 2025/26, segundo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Lima.
A projeção de leve crescimento reflete uma produtividade consistente, uma demanda internacional relevante pelo café arábica e uma expansão de 1% da área colhida. =
De acordo com o USDA, a área plantada deve atingir 375 mil hectares na safra 2026/27, já a área colhida é estimada em 340 mil hectares, ambas com crescimento de cerca de 1% frente ao ciclo anterior. O país conta com aproximadamente 630 milhões de cafeeiros em produção e uma população total de 668 milhões de árvores.
A cafeicultura peruana é majoritariamente focada no cultivo de café arábica, especialmente das variedades Typica e Caturra. O grão é plantado principalmente nas encostas orientais da Cordilheira dos Andes, com destaque para as regiões de Cajamarca (22% da produção total), San Martín (20%), Junín (19%) e Amazonas (15%), responsáveis por mais de 75% da safra do grão.
Quanto à demanda internacional, o USDA projeta embarques de 4,55 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2026/27, praticamente sem alterações em relação ao ciclo anterior.
Os embarques de café verde devem somar 4,25 milhões de sacas de 60 kg, enquanto as exportações de café torrado e moído devem alcançar 300 mil sacas. Os Estados Unidos devem seguir sendo o principal destino do grão peruano, respondendo por 32% das vendas, seguidos por Alemanha (16%) e Bélgica (11%).
O consumo interno peruano deve atingir 305 mil sacas em 2026/27, alta de 2% em relação ao ciclo anterior. Apesar do avanço, o mercado doméstico ainda representa apenas cerca de 6% da produção nacional, segundo o departamento.