Às 10h35 (horário de Brasília) desta sexta-feira (22), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve alta de 0,75 ponto e 0,16%, cotado a US$ cents 463,00/bushel; o de setembro subia 1,00 ponto e 0,21%, a US$ cents 469,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 1,59% e 1,40%, respectivamente.

Ontem (21), o vencimento de julho caiu 0,75%, a US$ cents 462,25/bushel, e o de setembro cedeu 0,85%, a US$ cents 468,50/bushel.

Nesta manhã, os preços eram sustentados pela demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano. Há pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) relatou duas vendas individuais de milho, uma de 493,7 mil toneladas para o México e outra de 110 mil toneladas para um destino desconhecido.

O departamento já havia relatado na véspera que as vendas líquidas de milho para exportação na safra 2025/26 totalizaram 2,125 milhões de toneladas na semana encerrada em 14 de maio, volume 71% acima da média das quatro semanas anteriores. O desempenho também superou as expectativas do mercado, que iam de 800 mil a 1,6 milhão de toneladas. Além disso, foram registradas vendas líquidas de 281,4 mil toneladas para entrega no ano comercial 2026/27.

Também dava suporte a valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No entanto, os ganhos eram limitados pelo bom ritmo de plantio da nova safra no Corn Belt e pela expectativa de ampla oferta na América do Sul. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou ontem sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 64 milhões de toneladas.

No Brasil, apesar de perdas pontuais causadas por alguns estresses climáticos, a expectativa é de uma safra de inverno cheia – menor do que a colhida no ano passado, mas que deve ser quase compensada pelo bom rendimento registrado na safra de verão.