Às 9h55 (horário de Brasília) desta sexta-feira (22), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava estabilidade com viés de baixa (0,25 pontos e -0,04%), cotado a US$ cents 647,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava na mesma intensidade, a US$ cents 686,75/bushel.
Por outro lado, na parcial da semana, os futuros seguiam sem direção definida: com alta de 1,81% na CBOT e baixa de 0,18% na KCBT.
Na véspera (21), o cereal recuou 1,97% na CBOT e 1,68% na KCBT, cotado a US$ 647,50/bushel e US$ cents 687,00/bushel, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
Segundo analistas da Universidade Estadual do Kansas, as áreas de lavouras do trigo de inverno no estado devem receber bons níveis de precipitação até este sábado (23). O Kansas é o principal estado produtor do cereal no país norte-americano.
Fortes chuvas também são esperadas no estado do Nebraska, de acordo com o informe do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
Ainda no campo climático, de acordo com o Drought Monitor do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as lavouras do cereal registraram um leve recuo de 1 ponto percentual, passando de 71% para 70% das áreas sob seca) frente a semana passada, mas bem acima dos 21% registrados no mesmo período do ano passado.
Ademais, na Argentina, o presidente Javier Milei anunciou que reduzirá os impostos de exportação do trigo de 7,5% para 5,5% a partir do mês de junho.
Maiores perdas, no entanto, foram limitadas pela demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano.
O USDA informou que as vendas líquidas de trigo da safra 2025/26 totalizaram 166,3 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. O volume ficou acima das 133 mil toneladas registradas na semana anterior e 28% superior à média das últimas quatro semanas.
Ademais, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) revisou suas projeções para a safra global de trigo. Para a safra 2025/26, o IGC manteve a estimativa estável em 845 milhões de toneladas. Já para a temporada 2026/27, a entidade reduziu marginalmente sua projeção, de 821 milhões para 820 milhões de toneladas.