O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (21) em leve alta de 0,43%, cotado a R$ 67,25/saca. O vencimento de setembro avançou 0,24%, a R$ 70,00/sc. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 0,67% e 0,53%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados por preocupações com a safra de inverno, cuja colheita deve começar em breve. A DATAGRO Grãos reduziu nesta semana sua projeção para a colheita da segunda safra de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.
No entanto, maiores ganhos foram limitados pelo recuo de quase 1% dos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT). Ademais, o câmbio caminhava para encerrar o dia em leve queda, abaixo de R$ 5 – o fortalecimento do real frente ao dólar aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado para exportação.
Além disso, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou hoje sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 64 milhões de toneladas. Por lá, os trabalhos de colheita caminham em ritmo lento, com os produtores dando prioridade à finalização da colheita da soja.