Milho fecha penúltima sessão da semana em moderada queda na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (21) em moderada baixa de 3,50 pontos e 0,75%, cotado a US$ cents 462,25/bushel; o vencimento de setembro caiu 4,00 pontos e 0,85%, a US$ cents 468,50/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 1,43% e 1,19%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo bom ritmo de plantio da nova safra nos Estados Unidos e pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY operando em alta durante todo o pregão.

Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) até domingo (17) mostra que a semeadura da safra 2026/27 avançou 19 p.p. na última semana, atingindo 76% da área projetada – ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (70%).

O departamento informou hoje, através do Drought Monitor, que as lavouras de milho sob áreas que experienciam seca diminuíram na última semana. Já o boletim climático diário indica que a chuva praticamente cessou no baixo Meio-Oeste nos últimos dias, embora os atrasos nos trabalhos de campo persistam.

Os preços do petróleo acabaram cedendo pelo segundo dia consecutivo, com o mercado ainda de olho nas negociações para um encerramento do conflito no Oriente Médio. A desvalorização do preço do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No entanto, maiores perdas foram limitadas pela demanda internacional aquecida. Pela manhã, o USDA reportou que as vendas líquidas para exportação na safra 2025/26 totalizaram 2,125 milhões de toneladas na semana encerrada em 14 de maio, volume 71% acima da média das quatro semanas anteriores.

O desempenho superou as expectativas do mercado, que iam de 800 mil a 1,6 milhão de toneladas. Além disso, foram registradas vendas líquidas de 281,4 mil toneladas para entrega no ano comercial 2026/27.

No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou hoje sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 64 milhões de toneladas.