O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (20) em forte baixa de 6,75 pontos e 1,01%, cotado a US$ cents 660,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês caiu 5,00 pontos e 0,71%, a US$ cents 698,75/bushel.
Por outro lado, no recorte semanal, os ativos acumulam amplos ganhos de 3,89% na CBOT e 1,56% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela queda dos preços do petróleo bruto no mercado internacional, o que afeta diretamente as commodities agrícolas norte-americanas.
Ademais, os investidores monitoram os detalhes dos novos acordos comerciais entre Estados Unidos e China. Segundo a Casa Branca, Pequim deve comprar ao menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028.
Condições climáticas adversas nas regiões de lavoura do trigo nos EUA evitaram maiores perdas. Segundo o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Planícies, alertas de geada e congelamento foram emitidos para grande parte das Dakotas, estendendo-se até o norte do Nebraska. Os produtores rurais monitoram possíveis danos à safra do cereal causados pelo congelamento.
De acordo com o levantamento do USDA realizado até o último domingo (17), apenas 27% das lavouras de trigo de inverno do país estavam classificadas como boas ou excelentes. O índice representa queda de um ponto percentual frente à semana anterior e configura o pior desempenho para este período do ano desde 1996.
No radar, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do USDA amanhã (21), além da atualização das áreas afetadas pela seca nas lavouras norte-americanas.