Em abril, o Indicador Composto de Preço da Organização Internacional do Café (I-CIP) registrou uma média de US$ cents 266,24 por libra, valor 2,7% inferior à média de março e 20,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Esse também é o menor nível em 19 meses.
A queda mais significativa foi observada no indicador Robusta, que recuou 7,1% em comparação com o mês anterior, atingindo seu nível mais baixo desde fevereiro de 2024. Já as quedas nos indicadores de Arábica foram mais modestas: os cafés suaves colombianos, outros cafés suaves e os naturais brasileiros recuaram 0,9%, 0,8% e 1,9%, respectivamente.
Segundo a ICO, os preços acabaram pressionados pela perspectiva de melhora contínua da oferta global, enquanto o mercado seguiu ponderando os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou o preço do petróleo bruto em 55,8% e os custos de frete marítimo em 43,6% entre 27 de fevereiro e 30 de abril.
“As tensões geopolíticas no Oriente Médio têm o potencial de gerar impactos significativos nos mercados globais de commodities, e o setor cafeeiro não é exceção”, afirma o relatório.
A Organização Internacional também reportou que as exportações globais de café em todas as suas formas aumentaram 1,6% em março na comparação anual, atingindo 13,59 milhões de sacas.
Esse aumento foi impulsionado pelas exportações de Robusta, que subiram 21,3%, para 6,636 milhões de sacas, enquanto as exportações de Arábica caíram 12,0%, para 6,953 milhões de sacas.
No acumulado do primeiro semestre do atual ano cafeeiro – de outubro de 2025 a março de 2026 –, as exportações globais de todos os tipos de café aumentaram 3,3%, atingindo 70,911 milhões de sacas. Individualmente, os embarques de Arábica caíram 4,8%, para 40,257 milhões de sacas, enquanto os de Robusta subiram 16,2%, alcançando 30,655 milhões de unidades.