Às 9h10 (horário de Brasília) desta quarta-feira (20), o dólar comercial registrava leve baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,0270, com desvalorização na parcial da semana de 0,73%.
Na véspera (19), a moeda subiu 0,84%, cotado a R$ 5,0380.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – apresentava estabilidade com viés de alta.
Nesta manhã, os investidores voltavam suas atenções para o cenário externo, especialmente para a economia dos Estados Unidos.
As tensões envolvendo o Irã continuam no radar do mercado, diante da ausência de avanços concretos nas negociações diplomáticas com os EUA. O impasse no Oriente Médio mantém elevadas as preocupações com inflação global, desaceleração econômica e juros mais altos, principalmente na economia norte-americana.
Nesse contexto, o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), que deve detalhar as divergências internas sobre a trajetória dos juros e o comportamento da inflação nos EUA.
Segundo a ferramenta FedWatch, da CME Group, o mercado já precifica mais de 40% de probabilidade de uma alta de 25 pontos-base nos juros norte-americanos em dezembro. As apostas para uma elevação mais agressiva, de 50 pontos-base, também aumentaram, passando de 4,2% para 13,5% em apenas uma semana.
Outro destaque do dia é a divulgação do balanço trimestral da NVIDIA, considerada uma das principais referências do mercado de inteligência artificial. Analistas projetam crescimento de quase 80% na receita da companhia, para cerca de US$ 79 bilhões.
No cenário doméstico, sem indicadores econômicos relevantes previstos, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao extinto Banco Master.