Soja avança mais de 3% na CBOT nesta 2ª feira

O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta segunda-feira (18) em expressiva alta de 36,00 pontos e 3,06%, cotado a US$ cents 1.213,00/bushel; o de agosto disparou 34,50 pontos e 2,93%, a US$ cents 1.211,00/bushel.

No caso dos derivados, o óleo e o farelo se valorizaram 2,37% e 0,06%, respectivamente.

Neste pregão, os preços foram impulsionados por um movimento de ajuste nas posições após as perdas na semana passada, além do otimismo do mercado com a notícia de que a China vai ampliar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos nos próximos anos.

Segundo comunicado divulgado no domingo (17) pela Casa Branca, Pequim se comprometeu a comprar ao menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028.

O montante não inclui os compromissos de compra de soja firmados pela China em outubro de 2025, algo que já era esperado pelos agentes do mercado.

O acordo foi fechado após reuniões entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping realizadas na semana passada.

Além da soja, o entendimento prevê redução tarifária e ampliação das compras chinesas de carne bovina e de aves dos EUA.

No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os embarques norte-americanos de soja somaram 484 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. O volume ficou 27% abaixo das 663 mil toneladas registradas na semana anterior, mas veio dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 450 mil e 650 mil toneladas.

No campo, fortes chuvas interromperam parte dos trabalhos agrícolas no oeste do Corn Belt, principal cinturão produtor de soja e milho dos EUA. Segundo boletim climático diário do USDA, tempestades severas atingiram áreas próximas à região dos Grandes Lagos.

“Oeste de Iowa registrou vários tornados durante a noite passada, enquanto fortes chuvas provocam enchentes repentinas no baixo vale do Missouri, especialmente nas regiões norte e central do estado”, destacou o departamento.

No radar, o mercado aguarda a divulgação da atualização semanal do USDA sobre as condições e os estágios das lavouras norte-americanas.