O contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta sexta-feira (15) em forte baixa de 15,50 pontos e 1,30%, cotado a US$ cents 1.177,00/bushel; o de julho cedeu 13,25 pontos e 1,11%, a US$ cents 1.176,50/bushel. Na semana, os ativos acumularam perdas de 2,57% e 2,18%, nesta ordem.

No caso dos derivados, por outro lado, o óleo e o farelo se valorizaram 0,30% e 0,54%, respectivamente.

Mais cedo, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa), que respondem por cerca de 95% da soja processada nos Estados Unidos, reportou que o país norte-americano esmagou 5,77 milhões de toneladas da oleaginosa em abril – abaixo da projeção do mercado, de 5,82 mi de t.

Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou uma venda individual de 155 mil toneladas de farelo de soja para a Itália.

Milho

O contrato de julho do milho negociado na CBOT caiu 11,75 pontos e 2,51%, cotado a US$ cents 455,75/bushel, com desvalorização na semana de 3,29%; e o de setembro recuou 11,25 pontos e 2,37%, a US$ cents 463,00/bushel – perda de 3,09% na semana.

Trigo

O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago perdeu 22,25 pontos e 3,38%, cotado a US$ cents 635,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuou 17,25 pontos e 2,45%, a US$ cents 688,00/bushel. Por outro lado, na semana, os ativos se valorizaram 2,71% e 1,81%, respectivamente.

 

Fundamentos de mercado

Neste pregão, o mercado de grãos estendeu as perdas observadas na véspera (14), repercutindo o encerramento da visita oficial do presidente Donald Trump à China sem anúncios relevantes para o comércio agrícola.

Após as reuniões em Pequim, Trump afirmou que agricultores norte-americanos “ficarão satisfeitos” com os acordos comerciais e que a China comprará “bilhões de dólares” em soja, sem detalhar novos contratos ou volumes adicionais.

Apesar das declarações, investidores consideraram a viagem decepcionante diante da ausência de acordos oficiais.

Outro fator de pressão foi a valorização do dólar frente às principais moedas globais, com alta de 0,45% para o DXY, movimento que reduz a competitividade das exportações agrícolas norte-americanas.

No campo, os investidores seguem monitorando o avanço do plantio de soja e milho no Corn Belt e o desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno.

Segundo boletim climático diário do USDA, o avanço do calor no cinturão produtor deve favorecer a germinação e o desenvolvimento das lavouras recém-plantadas.

Nas Grandes Planícies, região produtora de trigo, o mercado acompanha tempestades de poeira vindas da fronteira com o Canadá, além do risco elevado de incêndios florestais provocado por calor intenso, seca, baixa umidade e ventos fortes.

Por outro lado, previsões de chuvas nos próximos dias ajudam a amenizar parte das preocupações com a seca.

Ademais, os investidores seguem atentos ao conflito entre EUA e Irã, que mantém o Estreito de Ormuz fechado e sustenta a volatilidade nos preços do petróleo.

Para segunda-feira (18), o mercado aguarda os dados semanais de embarques do USDA, bem como a atualização das condições e estágios das lavouras norte-americanas.