Às 10h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (15), os principais índices acionários de Wall Street registravam perdas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuava 0,89%, aos 49.619,09 pontos; o S&P 500 apresentava baixa de 1,21%, aos 7.409,97 pontos; e o Nasdaq se desvalorizava 1,73%, aos 26.175,44 pontos.
No mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois subia de 4,030% para 4,081% ao ano, enquanto o título de dez anos avançava para 4,575% ao ano.
Nesta manhã, os índices eram pressionados pela desvalorização generalizada das empresas de tecnologia, com as ações da Intel, Advanced Micro Devices, Micron Technology e Nvidia anotando perdas.
No viés econômico, o mercado adotou um tom negativo com a percepção de que a inflação pode voltar a acelerar nos Estados Unidos, diante da persistência dos preços elevados do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Na avaliação do mercado, os juros mais elevados tendem a impactar de forma mais intensa empresas de crescimento, especialmente as ligadas à tecnologia.
Quanto aos indicadores do dia, o Federal Reserve (Fed) divulgou que a produção industrial dos EUA registrou alta de 0,7% em abril, e que a taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 76,1%. Ambos os resultados vieram acima das projeções do mercado.
Apesar do avanço da capacidade, o desempenho está 3,3 pontos percentuais abaixo da média longa (1972-2025), “sinalizando ociosidade relevante e sem pressões de gargalo no horizonte imediato”, explica a DA Economics.
Os investidores também reagiram negativamente ao encerramento da cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, após a ausência de anúncios relevantes envolvendo comércio ou acordos econômicos.
Segundo comunicado compartilhado por um funcionário da Casa Branca, ambos concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação internacional.
No entanto, os preços do petróleo operavam em forte alta após Trump afirmar que sua paciência com o Irã “está se esgotando”. A declaração elevou as preocupações com a falta de progresso nas negociações para encerrar os ataques e apreensões de navios na região do Estreito de Ormuz.