Às 9h51 (horário de Brasília) desta sexta-feira (15) o contrato de julho da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava forte baixa de 12,50 pontos e 1,05%, cotado a US$ cents 1.180,00/bushel, com perda na parcial da semana de 2,32%. O de agosto recuava 12,00 pontos e 1,01%, a US$ cents 1.177,75/bushel – desvalorização semanal de 2,08%.

No caso dos derivados, o farelo e o óleo cediam 0,99% e 0,20%, nesta ordem. Mais tarde, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) reporta os dados de esmagemtno de soja nos Estados Unidos no mês de abril.

Milho

O contrato de julho do milho negociado na CBOT recuava 5,75 pontos e 1,23%, cotado a US$ cents 461,75/bushel. O de setembro apresentava perda de 5,50 pontos e 1,16%, a US$ cents 468,75/bushel. Os ativos acumulam desvalorização na parcial da semana de 2,02% e 1,88%, nesta ordem.

Trigo

O vencimento de julho do trigo negociado em Chicago recuava 10,50 pontos e 1,60%, cotado a US$ cents 647,50/bushel, mas com ganho na parcial da semana de 4,60%.

Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês cedia 11,00 pontos e 1,56%, a US$ cents 694,25/bushel – valorização semanal de 2,74%.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, o principal fator de pressão sobre o mercado, especialmente para a soja, foi a decepção dos investidores com a ausência de acordos agrícolas relevantes entre Estados Unidos e China.

O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarcou em Pequim na quarta-feira (13), acompanhado de executivos de grandes empresas norte-americanas, para reuniões bilaterais com o presidente Xi Jinping.

Até o momento, porém, os encontros terminaram sem anúncios concretos envolvendo a ampliação das compras chinesas de commodities agrícolas dos EUA.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que a China já havia fechado um grande acordo de compra de soja durante o último encontro entre Trump e Xi, em outubro de 2025, acrescentando que “o fornecimento de soja está praticamente garantido”. As declarações foram interpretadas pelo mercado como um sinal negativo para possíveis demandas adicionais pela oleaginosa norte-americana.

No comércio exterior, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas da safra 2025/26 somaram 102,1 mil toneladas de soja, 684,8 mil toneladas de milho e 113,5 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 7 de maio.

As vendas de soja foram as menores do atual ano comercial, enquanto as de milho ficaram abaixo das expectativas do mercado. Apenas o trigo apresentou desempenho alinhado às projeções dos analistas.

O mercado segue acompanhando de perto o avanço da semeadura do milho e da soja no Corn Belt, bem como o desenvolvimento do trigo de inverno. Em seu boletim climático diário, o USDA destacou que o avanço do calor no cinturão do milho deve favorecer a germinação e o desenvolvimento das lavouras recém-plantadas.

Já nas Grandes Planícies, região produtora de trigo, o mercado monitora tempestades de poeira vindas da fronteira com o Canadá, além do aumento do risco de incêndios florestais em meio ao calor intenso, seca, baixa umidade e ventos fortes.

No radar, o aumento das tensões diplomáticas entre EUA e Irã, cenário que mantém o Estreito de Ormuz bloqueado e influencia a volatilidade do petróleo no mercado internacional.