Café anota perdas na B3 e na Nymex na manhã desta 5ª feira

Às 10h19 (horário de Brasília) desta quinta-feira (14), o contrato de julho do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) operava em estabilidade, cotado a US$ 352,50 por saca de 60 kg. O vencimento de setembro recuava 0,45%, a US$ 328,50/sc.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o contrato de julho cedia 0,89%, a US$ 278,25/sc, enquanto o de setembro desvalorizava 1,02%, cotado a US$ 270,60/sc.

Nesta manhã, os agentes do mercado avaliam as novas projeções de produção de café na Índia. Conforme o relatório adido de Nova Delhi do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país deve produzir 6,14 milhões de sacas de 60 kg. O volume é inferior ao registrado no ciclo anterior, pressionando principalmente pela menor produtividade do Arábica após irregularidades climáticas, enquanto os estoques finais também devem recuar diante do avanço das exportações e do consumo doméstico.

No cenário doméstico, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou 44 irregularidades em cafés torrados e moídos em 2026, ante 85 registros em todo o ano de 2025. As análises indicam que as inconformidades vão além dos chamados “cafés fake”, incluindo resíduos de defensivos agrícolas, irregularidades sanitárias e falhas associadas ao processo produtivo.