A Copersucar informou nesta quarta-feira (13) que espera que todas as suas 42 usinas associadas estejam produzindo biometano nos próximos dez anos. A projeção foi apresentada pelo presidente-executivo da companhia, Tomás Manzano, durante evento realizado no terminal da empresa, em Santos (SP).

Segundo Manzano, a companhia vê um mercado promissor para o biometano, produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar e considerado menos poluente e mais barato que combustíveis fósseis.

A empresa também apresentou o projeto BioRota, iniciativa logística que já utiliza biometano em parte dos caminhões contratados para transportar açúcar até o Porto de Santos, principal corredor exportador da commodity no país.

De acordo com a companhia, a substituição do diesel pelo biometano nos caminhões gera economia de custos entre 20% e 30%. Manzano destacou que o ganho é relevante considerando que cerca de 40% do açúcar transportado até Santos ainda utiliza o modal rodoviário, enquanto o restante segue por ferrovias.

Além da redução de custos, o biometano permite corte de até 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel, segundo a empresa. A Copersucar afirmou ainda que o avanço do setor depende de investimentos entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões por planta industrial.