Às 10h (horário de Brasília) desta quinta-feira (14), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava forte queda de 7,50 pontos e 1,56%, cotado a US$ cents 473,25/bushel; o de setembro caía 7,00 pontos e 1,44%, a US$ cents 480,25/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam ganhos de 0,42% e 0,52%, respectivamente.
Na véspera (13), o vencimento de julho subiu 0,16%, a US$ cents 480,75/bushel, e o de setembro avançou 0,21%, a US$ cents 487,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela queda do petróleo no mercado internacional, após a informação da mídia estatal iraniana de que 30 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz durante a noite. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
A Administração de Informação de Energia divulgou ontem que a produção de etanol nos Estados Unidos aumentou na última semana, enquanto os estoques do biocombustível caíram para o menor nível desde janeiro deste ano, o que sinaliza uma demanda interna aquecida por milho.
Quanto à demanda internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou há pouco que as vendas de milho para exportação na temporada 2025/26 somaram 684,8 mil toneladas na semana encerrada em 7 de maio, queda de 50% em relação à semana anterior e 52% em relação à média das quatro semanas anteriores.
Também pressionava os preços o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o índice DXY avançavando 0,15% nesta manhã.
O mercado segue atento ao plantio da safra 2026/27 no Corn Belt e ao desenvolvimento inicial das lavouras. Boletim diário do USDA aponta que, na semana encerrada em 12 de maio, as precipitações foram bastante escassas na metade norte da região, incluindo Minnesota, Wisconsin, Iowa e Michigan, enquanto a faixa sul – especialmente em partes de Kentucky, sul de Missouri e Vale do Ohio – registrou condições climáticas mais ativas, com volumes de chuva acima do normal.