☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
14 de Maio de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (13) com alta de 0,1%, a USc 1.215,25/bushel. A posição maio/27 valorizou 0,1%, e a primeira posição acumula alta de 1,8% na semana. Leve viés de baixa para a abertura nesta quinta.
● No complexo, o farelo foi destaque com avanço de 2,9% na sessão e 6,3% no acumulado semanal, enquanto o óleo recuou 1,4%, na semana em estabilidade.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano; Embarques semanais norte-americanos positivos na semana.
● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; Encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (13) com baixa de 0,2%, a USc 466,50/bushel, acumulando alta de 2,2% no semanal. Leve tendência de alta para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.
● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais dos EUA aquecidos; Volatilidade do petróleo com suporte via biocombustíveis. Vendas individuais na semana, 380 mil t para o México e 128 mil t para a Coreia do Sul.
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés altista, acompanhando a valorização da CBOT e reforçada pelo avanço do câmbio no dia, que contribuiu para ampliar a competitividade da oleaginosa brasileira. Nos portos, o movimento foi relativamente positivo: Paranaguá (PR) encerrou em estabilidade a R$ 131,00/sc, enquanto Santos (SP) avançou, convergindo para o mesmo patamar de R$ 131,00/sc.
● No mercado físico, o milho operou com liquidez restrita e negócios travados. Em Campinas (SP), produtores e compradores seguem descasados em até R$ 3,00/sc, com muitos agentes aguardando o avanço da colheita para pressionar preços antes de realizar compras. O mercado opera na faixa de R$ 65,00–66,00/sc, com indicações de compradores a R$ 65,00/sc CIF indústria para prazo de 30 dias — e sinalizações de ofertas abaixo desse patamar, evidenciando o viés baixista no curto prazo.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,22/sc, em queda de 0,9% na sessão. Desde o início da semana, o contrato acumula queda de 1,2%.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando possível acordo de paz entre EUA e irã.
✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. Nesta semana, as temperaturas devem se recuperar no Corn Belt após período de frio, favorecendo o avanço do plantio. As chuvas devem ser leves e esparsas na região, sem volumes significativos previstos.
✔️ Monitorar o clima no Brasil. Depois das chuvas do final de semana, o clima deve permanecer seco em grande parte da região produtora. Pelo menos com diminuição nas temperaturas. No geral quadro um pouco melhor para as lavouras de inverno. Mas a expectativa é de chuvas favoráveis a partir da sexta no Sul, Sudeste e MS. Mas para GO e MT, apenas esparas.
✔️ Essa semana o mercado acompanha a divulgação dos dados de esmagamento dos EUA pelo Nopa, dia 15. Além do encontro entre os presidentes dos EUA e China.