Nesta quarta-feira (13), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte baixa de 1,45%, cotado a R$ 67,14/saca, com perda acumulada de 0,67% na parcial da semana. O vencimento de setembro anotou moderado recuo de 0,71%, a R$ 70,10/sc, mas com valorização semanal de 0,55%.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos anotados nas sessões anteriores.
Maiores perdas, no entanto, foram limitadas pela expressiva valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar avançava 2,33% a R$ 5,00.
A alta dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuiu para limitar maiores desvalorizações.
O mercado se mantém atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, os trabalhos de campo se aproximam de 90% da área cultivada.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.
Na véspera, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para a safra 2025/26 de milho do Brasil em 3 milhões de toneladas, para 135,00 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139 milhões de toneladas.