O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (13) em baixa moderada de 3,50 pontos e 0,52%, cotado a US$ cents 675,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês caiu 6,50 pontos e 0,89%, a US$ cents 724,75/bushel.

Por outro lado, no recorte semanal, os ativos acumulam amplos ganhos de 9,13% na CBOT e 7,25% na KCBT.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a disparada de mais de 7% no dia anterior, com os futuros atingindo seus limites de alta.

Quanto aos mercados internacionais, segundo informação da Reuters, o Marrocos irá suspender as importações de trigo mole durante os meses de junho e julho, após uma grande safra do cereal na temporada 2025/26 – que deve alcançar 9 milhões de toneladas.

Maiores perdas foram evitadas pela repercussão das novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra norte-americana 2026/27, divulgadas ontem (12).

Segundo o USDA, os estoques finais de trigo dos EUA devem cair para 20,74 milhões de toneladas em 2026/27, abaixo das 25,44 milhões de toneladas previstas para 2025/26. A nível global, os estoques finais da temporada 2025/26 foram estimados em 279,21 milhões de toneladas, enquanto para 2026/27 o USDA projeta queda para 275,04 milhões de toneladas.

Além disso, o departamento estimou a produção norte-americana de trigo em apenas 42,49 milhões de toneladas para a safra 2026/27. Caso confirmada, a produção será a menor dos EUA em 54 anos.

O boletim diário do USDA aponta para a predominância de tempo quente e ventos fortes nas Planícies norte-americanas, antes da aproximação de um sistema de tempestades do Pacífico. Segundo o documento, 32% da área de trigo de inverno dos EUA não será colhida em 2026 – o segundo maior abandono, atrás apenas de 2023.

No radar, os investidores também monitoram a visita do presidente Donald Trump à China. Um dos principais pontos da conversa entre o líder norte-americano e o presidente Xi-Jinping deve ser o comércio de commodities agrícolas.