Às 9h55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve baixa de 3,00 pontos e 0,44%, cotado a US$ cents 676,00/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 9,75 pontos e 1,33%, a US$ cents 741,00/bushel.
Na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos expressivos de 9,21% e 9,66%, nesta ordem.
Na véspera (12), o contrato do trigo avançou 7,10% na CBOT, a US$ cents 679,00/bushel. Já na KCBT, o cereal registrou alta de 6,56%, a US$ cents 731,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a alta histórica dos contratos do trigo na sessão anterior nos Estados Unidos.
Ademais, o FranceAgriMer elevou sua projeção para as exportações de trigo mole da França na temporada 2025/26. Os embarques de trigo dentro da União Europeia passaram de 7,70 milhões para 7,75 milhões de toneladas.
Por outro lado, maiores perdas eram limitadas pelas novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra norte-americana 2026/27, consideradas mais apertadas do que o esperado pelos analistas.
De acordo com o relatório, os estoques finais de trigo dos EUA devem cair para 20,74 milhões de toneladas em 2026/27, abaixo das 25,44 milhões de toneladas previstas para 2025/26.
A nível global, os estoques finais da temporada 2025/26 foram estimados em 279,21 milhões de toneladas, enquanto para 2026/27 o USDA projeta queda para 275,04 milhões de toneladas.
Além disso, o departamento estimou a produção norte-americana de trigo em apenas 42,49 milhões de toneladas para a safra 2026/27, abaixo das 54,01 milhões previstas para 2025/26. Caso confirmada, a produção será a menor dos EUA em 54 anos.
No campo climático, alertas de bandeira vermelha para tempo seco e risco de incêndios florestais foram emitidos para os estados da Dakota do Norte e do Kansas. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a umidade relativa do ar deve cair para cerca de 15%.
No radar, os investidores também monitoram a visita do presidente Donald Trump à China, um dos principais da conversa entre o líder norte-americano e o presidente Xi-Jinping deve ser o comércio de commodities agrícolas.