O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) bateu o limite de alta nesta terça-feira (12) ao avançar 45,00 pontos e 7,10%, cotado a US$ cents 679,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo também alcançou o limite de alta, com avanço de 45,00 pontos e 6,56%, a US$ cents 731,25/bushel.
Neste pregão, o mercado reagiu às novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra norte-americana 2026/27, consideradas mais apertadas do que o esperado pelos agentes.
Segundo o relatório, os estoques finais de trigo dos EUA devem cair para 20,74 milhões de toneladas em 2026/27, abaixo das 25,44 milhões de toneladas previstas para 2025/26.
A nível global, os estoques finais da temporada 2025/26 foram estimados em 279,21 milhões de toneladas, enquanto para 2026/27 o USDA projeta queda para 275,04 milhões de toneladas.
Além disso, o departamento estimou a produção norte-americana de trigo em apenas 42,49 milhões de toneladas para a safra 2026/27, abaixo das 54,01 milhões previstas para 2025/26. Caso confirmada, a produção será a menor dos EUA em 54 anos.
O mercado também repercutiu a piora nas condições das lavouras de trigo de inverno do país. O USDA informou que apenas 28% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes na semana encerrada no último domingo (10), queda de três pontos percentuais frente à semana anterior e o menor índice desde 2022. A expectativa do mercado era de 32% das lavouras nessa condição.
Os dados reforçaram a percepção de que as chuvas recentes não foram suficientes para recuperar áreas afetadas anteriormente pela seca nas principais regiões produtoras.