O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, nesta terça-feira (12), as primeiras projeções globais para a safra 2026/27 de trigo. Segundo o relatório WASDE de maio, a produção mundial do cereal deve atingir 819,06 milhões de toneladas, abaixo das 843,84 mi de t estimadas para a temporada 2025/26.

Ainda em nível global, os estoques finais da temporada 2025/26 são esperados em 279,21 mi de t. Para 2026/27, o USDA projeta estoques globais em 275,04 mi de t.

A redução esperada para a produção mundial em 2026/27 reflete principalmente o menor potencial produtivo entre grandes exportadores. A Rússia, maior exportadora global de trigo, deve colher 86,00 milhões de toneladas, abaixo das 90,30 mi de t previstas para 2025/26.

A Argentina também deve registrar recuo na nova temporada, com produção estimada em 21,00 milhões de toneladas, ante 27,92 mi de t em 2025/26. Já a União Europeia tem safra projetada em 136,00 mi de t, abaixo das 145,11 mi de t da temporada anterior.

Na Austrália, o USDA projeta produção de 30,00 milhões de toneladas em 2026/27, recuo frente às 36,00 mi de t estimadas para 2025/26. As exportações australianas também devem cair, de 26,00 mi de t para 23,00 mi de t.

O Canadá deve colher 35,00 milhões de toneladas na nova safra, abaixo das 39,96 mi de t projetadas para 2025/26. As exportações canadenses foram estimadas em 28,00 mi de t, contra 30,00 mi de t no ciclo atual.

 

Estados Unidos e Brasil

Nos Estados Unidos, o USDA projeta produção de 42,49 milhões de toneladas de trigo em 2026/27, volume inferior às 54,01 mi de t previstas para 2025/26 e o menor para o país em 54 anos. Os estoques finais norte-americanos devem recuar para 20,74 milhões de toneladas em 2026/27, frente às 25,44 mi de t esperadas para 2025/26.

Para o Brasil, o USDA projeta produção de 6,70 milhões de toneladas na safra 2026/27, abaixo das 7,87 mi de t estimadas para 2025/26 e das 7,89 mi de t colhidas em 2024/25.  As exportações brasileiras de trigo foram projetadas em 2,00 milhões de toneladas para 2026/27, ligeiramente abaixo das 2,10 mi de t previstas para 2025/26. Já as importações devem subir para 7,20 mi de t, ante 6,60 mi de t estimadas para a temporada atual.